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e virou tudo uma grande desilusão.
e eu só digo para mim: "pára de pensar em quem não pensa em ti" e repito, repito, repito e repito.
dizem que se nós dissermos algo muitas vezes, essa coisa torna-se verdadeira. 
é a minha esperança, neste momento

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Entretanto passou um mês desde que tudo mudou. Oficialmente.
É estranho sentir tudo isto. Este tempo de mudança. Mudar de ti. Largar de ti. Soltar de ti. Viver sem ti.
E só de pensar neste tempo: o fôlego falta, o ar não passa, o coração palpita, as pernas tremem.
A cama está mais vazia. Falta uma voz de fundo. Ou alguém a opinar sobre a forma como deixei as coisas. Alguém não... faltas tu. Falta este cantinho ter o teu toque.
Depois de ouvir a tua voz, tudo acalmou. Mas é incrível como fiquei com "borboletas na barriga" quando o telefone tocou e vi o teu nome. As perguntas equavam: "o que ele quer?", "como devo agir?", "digo bem isto?", "devo dizer que o amo?". Não disse. Agi. Falei normalmente. E senti-te perdido.
Como te posso ajudar?
As saudades que sinto tuas são enormes. Não sabia que era possível sentir tantas saudades de alguém. Não sabia que tanto sentimento pudesse invadir uma pessoa desta forma. Não sabia e não estava preparada.
Olho para trás e vejo no que te tornaste. Não foi por aquela pessoa que me apaixonei e todos os dias desejo que essa pessoa volte. Porque eu sei que essa pessoa me ama e que seriamos sempre felizes.
Com isto, não te quero prender a nada, mas preciso que me prometas algo: deves-me uma jura de amizade. Provámos a todos que somos uma boa equipa e que não terei melhor amigo que tu. És o melhor e o pior de mim. És o meu ponto forte e o meu ponto fraco. E eu por ti, faria qualquer coisa. Mas não há pessoa mais assertiva e mais correta que tu. E preciso de um amigo assim. Como temos vindo a ser. Amigos um do outro.

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Há alguns dias que não te escrevo. 
Só não te escrevo. 
Todos os dias penso em ti. E tanto.
O meu coração bate tão mais rápido quando sei que estás mais perto. Ou quando oiço a tua voz (nem que seja num vídeo). Ou quando oiço a tua mota (mesmo que não seja tua). Ou quando penso na hipótese de estares aqui á porta.
O coração aperta tanto. Mas tanto. 
Mas estou tão desiludida contigo. Estou tão triste contigo e com as tuas ações e atitudes. Não te reconheço. E não te reconhecer é ainda mais triste que toda esta situação. A desilusão sobrepõe-se ao "desgosto amoroso" de uma forma incrível. De repente, o foco deixa de ser a forma como me deixaste ou a razão pela qual o fizeste, e todos esses sentimentos passam a ser para a questão de não te conhecer. Não te ver nas atitudes que tens.
Devias parar. 
Devias parar para olhar para ti e para apreciares as tuas ações. Metes-te do lado de fora e questiona-te. Reconheces-te? É esta a pessoa que te queres ter tornado ao fim de 24 anos? Nunca fugiste. Sempre encaraste os problemas de frente. E eu sempre admirei isso. E agora foges. Quando estou á tua frente, tu foges.
Questiono-te pela pessoa que és, neste momento. Questiono-me porque francamente, nunca pensei que fosses tomar essa atitude. Sobretudo pela forma como tudo terminou. Por me teres pedido para manter a nossa amizade. 
Não é a questão de te ter perdido como namorado. Neste momento, perdi o meu melhor amigo. Perdi-te. Perdi-te e será que foi de vez? Devo fazer o meu luto?
Eras o meu melhor amigo. Eras a minha força. Eras o meu mais-que-tudo. Eras a minha pessoa. Eras a pessoa com quem ia ter e que ia ser a pessoa mais correta e acertada.
Eras a minha maior força e a minha maior fraqueza. Tão irónico.
Se fosse hoje, tinha aproveitado aquele abraço tão melhor.

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Querido Marco,
Mais um fim-de-semana sem ti. Eu sei, é só o segundo. Mas tu sabes como eu sou boa a ter saudades ao fim de umas horas, quanto mais uma semana e meia.
Quando olho para o que escrevo rio-me de como estou a ser ridícula. Havemos de nos rir disto daqui a uns tempos, né?
Tenho tantas perguntas para te fazer... Se tu soubesses...
Como estás? Como têm sido os teus dias? Tens feito os treinos? E conseguiste manter o regime alimentar? E o trabalho, como está a correr? Tens falado com os teus pais? Como estão as coisas por casa? E precisam que vos leve alguma coisa? Ovos, batatas, fruta ou assim...
Como eu gostava de saber como tu estás..!
Tenho sabido mais ao menos de ti pelas redes sociais e tu pareces bem. Devo-me preocupar ou estás a usar aquela capa que eu também costumo usar?
Ultimamente tenho visto muitas fotos nossas. É sempre nestas alturas que elas aparecem. Por falar em fotografias. Hoje baixei a moldura com a nossa fotografia. Não foi por mal. Mas todos os dias adormeço a pensar em ti, tenho sonhado contigo e acordo contigo na cabeça. Não olhar para nós e ver como estávamos felizes há 6 anos poderá ajudar nesta luta que eu tenho enfrentado todos os dias para ultrapassar isto.
Tenho-me mantido bem. Tenho conseguido sorrir e fazer piadas da nossa situação. Levar as coisas com alguma leveza e naturalidade assumindo que isto é uma fase e que amanhã eu vou acordar e tudo vai estar bem. 
Já sabes que eu estou na casa nova. Ouve-se muito os carros aqui. Sempre que oiço um passar e parar penso que és tu. Já abri o estore várias vezes para confirmar. Mas já parei de o fazer porque já percebi que não vais passar aqui. 
Ainda tens coisas minhas contigo. Quando mas vais entregar? Espero que te esqueças de alguma coisa para te poder voltar a ver. Contudo, vais dar-me mesmo tudo? Tenho aqui 2 packs que me ofereceram com uma noite num hotel e uma ida ao spa (foste tu a oferecer lol), é suposto usar com outra pessoa?
Tudo vai passar e tudo vais ficar bem. São duas frases que eu tenho ouvido todos os dias. E ela não poderá fazer mais sentido na minha vida que agora. Por tudo e mais alguma coisa. 
Quero que estejas bem mas quero que estejas bem comigo. Não te quero feliz com outra pessoa. É tão egoísta da minha parte, não é? Eu não percebo aquilo de que se estiveres com outra pessoa mas feliz, então eu ficarei feliz. Não, eu não. Desculpa, mas não tenho essa força. Quem me dera ter! Mas eu só te quero agarrar com força. Quero que me esmagues no teu peito e nunca mais me largues. Quero tanto ver-te e olhar para ti. Quero sorrir tanto quando te vir. E quero tanto que me digas que já passou. Vai acontecer?
Ai meu amor, o que nos aconteceu?

Tudo ficará bem.

Com todo amor que tu possas imaginar e todo aquele que nem imaginas,

A tua Inês

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Eu sabia que nem tudo estava bem. Mas tinha tanto medo. Medo de te perder. Medo de me imaginar sem ti. Medo de te imaginar sem mim. Medo de lutar sem ter a mão dada à tua. Medo de perder tudo o que construímos em 7 anos e uns quantos mesinhos. 
Quando me conheceste eu escrevia muito. Mas muito mesmo. Encontrei cadernos meus tão escritos como nem eu imaginava escrever. 
Depois deixei de escrever. Não por tua causa. Não por isso ser mau. Mas por não sentir essa necessidade. Deixei de escrever para falar contigo. E falei. E falámos. E conversámos. E tu respondias. E limpavas-me as lágrimas se fosse preciso. O papel não faz isso.
Há 7 anos conheci o homem da minha vida. Conheci-te. E o meu corpo disse-me que eras "o tal". O meu corpo disse-me para não te largar mais. E eu lutei. Lutei tanto.
Em 7 anos passámos por muita coisa. Muitas batalhas que vencemos. Outras que não vencemos mas saímos juntos, de mãos dadas, como era costume. 
Há 7 anos e 6 meses eu sabia o teu nome e a tua turma. Olhava para ti como se fosses um sonho que eu nunca pudesse alcançar. E 6 meses depois estávamos a falar sem parar. Conheci-te e amei-te. Logo ali. Sem justificação. 
7 anos depois eu sinto-te a fugir. 7 anos depois eu não posso fazer nada mais que esperar que me ames com a força que me amaste durante estes 7 anos. Não posso fazer nada mais que esperar por ti. Não posso fazer nada mais do que esperar que te lembres dos momentos bons e dos menos bons e como éramos um para o outro.
Nem sempre fomos os mais correctos e muito menos vivemos um conto de fadas encantado. Mas quem disse que era para ser um conto de fadas? Só quem vive e partilha o bom e o mau sabe que nem sempre são sorrisos.
Querido Marco, as saudades são muitas. E 7 anos depois, eu estou a escrever. Não porque não tenho ninguém com quem falar (graças a Deus, tenho bons amigos!) mas porque quero falar contigo.
Estamos a atravessar uma má fase no nosso planeta, estamos em casa em isolamento social. Eu saio de casa todos os dias para cuidar do próxima e rezo todos os dias para que isto passe. E tu? Como estás? Não tens medo por mim? 
Sempre foste o mais protector comigo. Sempre foste tu a olhar por mim. Mesmo quando eu não olhava. Não porque não queria saber de mim mas porque sabe tão bem esse cuidado que tens comigo. Ou tinhas... As lágrimas secaram. Dá para acreditar? Como as coisas mudam. Mas o coração aperta muito. Aperta tanto que eu acho que ele está mais pequenino.
Nestes dias tenho procurado ocupar a minha cabeça e focar-me noutras coisas para além da saudade que sinto. Mas não voltei a ver o Skyfall. Voltei a ver Anatomia de Grey. Voltei a treinar. Comecei a (tentar) meditar. Voltei a cantar (no chuveiro, na cozinha, no quarto e na sala). Voltei a ouvir música tão alto! Voltei a ficar no silêncio. Fui até à praia e apreciei cada onda, rezei e chorei muito por ti.
Quero que tudo isto passe.
Sinto tanto a tua falta.

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"Ela: Se eu ficar feia?
Ele: Eu fico míope.
Ela: Se eu ficar triste?
Ele: Eu viro um palhaço.
Ela: Se eu ficar gorda?
Ele: Eu quebro o espelho.
Ela: Se eu ficar velha?
Ele: Eu fico velho junto.
Ela: Se eu ficar rouca?
Ele: Eu fico surdo.
Ela: Se eu ficar chata?
Ele: Eu te faço cócegas.
Ela: Se eu não te amar mais?
Ele: Todos os dias te conquistarei novamente."

Parece tão simples quando estamos sob paixão.

até já, meu amor


Enquanto te espero, vou mantando a saudade a olhar para uma fotografia tua. Aqui estou eu, para te receber e envolver no maior abraço do mundo. Vem rápido mas com calma! Até já, meu amor.